Avaliar ação com Fluxo de Caixa Descontado – DCF

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Investir no mercado de ações não é lá uma tarefa muito simples, exige um bocado de paciência e dedicação para com o tempo aprender a avaliar ação de uma forma melhor. De modo geral a primeira preocupação do investidor iniciante é como mensurar o preço de uma ação, saber se a ação está cara ou barata. Muitos perdem horas e horas garimpando no mercado em busca de uma “grande oportunidade”.

Particularmente eu não gosto muito dessa historia de ficar gastando tempo garimpando empresas em busca de uma ação barata, na verdade se olhar minha carteira de ações vai perceber que tenho muitas empresas que estão sendo comercializadas com o preço acima do valor justo.

Hoje no mercado temos uma grande diversidade de métodos para fazer valuation e determinar o valor justo de uma ação, claro todos eles tem seus pontos fortes e fracos. Uma armadilha muito comum nesses métodos é que boa parte deles prometem formulas magicas, muitos investidores ao aprender um método querem usá-lo para todos empresas, existem empresas que tem performances diferentes e assim devem ser analisadas. Não podemos usar o mesmo método de precificação de uma empresa de crescimento de dividendos para uma que não distribui dividendos, simplesmente não vai funcionar.

Muitos investidores utilizam o indicador de P/L para avaliar se uma empresa está acima ou abaixo do valor justo, pra mim é um dos piores indicadores para se avaliar uma empresa, isso porque o preço que negociamos por uma empresa na bolsa é sempre sobre as expectativas futuras e o P/L é engessado em informações  do passado, considera eventos não recorrentes, entre muitos outras deficiências. Minha recomendação é esquecer esse indicador pois na pratica não vai lhe ajudar em nada na construção da sua carteira.

O primeiro passo antes de partir para o estudo da precificação é definir um conjunto de metas e regras para se investir, veja aqui. Escreva isso num papel e cole ao lado da sua mesa de forma que todas as vezes que for comprar uma empresa tenha a certeza que passou por todos os seus crivos, claro com o tempo você pode ir mudando-o a medida que sua experiência e conhecimento no mercado vão aumentando. Esses termos não devem ser engessados mas também não devem mudar a cada fase da lua.

Limitações do método

O único ponto que devemos observar antes de avaliar uma empresa com o DCF é certificar se a empresa em analise possui lucros previsíveis, ou seja esqueça empresas cíclicas ou aquelas que estejam passando por momentos incertos nas taxas de crescimento. O ideal seria pegarmos empresas que apresentam um crescimento constante nos resultados isso torna a empresa previsível nos crescimento de lucros.

Por exemplo as empresas que por qualquer motivo tiverem algum prejuízo dentro de 10 anos podem ser consideradas imprevisíveis e não devemos utilizar o DCF para calcular o seu valor justo.

Também deve-se utilizar apenas números recorrentes, é importante retirar do cálculo os crescimentos de lucros oriundos de eventos não recorrentes no balanço.

Na teoria

formula dcf

Os indicadores que utilizo no cálculo do DCF são:
– Tangible Book
– Taxa de desconto
– Fluxo de Caixa Livre por ação
– Taxa de crescimento não recorrente atual
– Taxa de crescimento final.

Tangible Book a formula padrão utiliza o valor patrimonial da empresa, mas eu não gosto de usar pois nele tem o Goodwill que não vale nada quando uma empresa é liquidada por isso utilizo o Tangible Book que nada mais é que o Patrimônio liquido retirando-se o intangível depois divide-se pelo total de ações em circulação para saber o valor de Tangible Book por ação.

Taxa de desconto: essa taxa é o percentual que você estipula para investir seu dinheiro numa ação em detrimento de outro investimento. Alguns usam uma taxa média de retorno do mercado de algum índice estilo IBOV, S&P500 ou mesmo uma taxa de juros para renda fixa.

Gosto de usar uma taxa de 10% para empresas americanas e 12% para empresas brasileiras comentei sobre a taxa de descontos nesse post onde expliquei com calcular o valor intrínseco para empresas de crescimento de dividendos. Sobre isso não é nada arbitrário cada investidor define um parâmetro que lhe deixa mais confortável, mas sugiro algo em torno de 10–20%.

Fluxo de Caixa Livre por ação: é possível utilizar três parâmetros, alguns investidores utilizam o LPA (lucro por ação), outros usam o FCL (fluxo de caixa livre por ação) e alguns casos pode-se usar o EBITDA por ação.

Algumas empresas que tem forte resultado financeiro eu acabo utilizando o LPA ao invés do EBITDA, um exemplo seria seguradoras onde o resultado financeiro a grosso modo pode ser considerado como parte do resultado operacional o que acaba me levando a escolher o LPA no calculo de DCF.

Warren Buffett utiliza DCF em suas analises pegando o caixa liquido gerado a partir do negócio, considerando despesas não caixas, como depreciações e amortizações menos despesas de manutenção de caixa em equipamento e propriedades (CAPEX) o que é algo muito próximo do Fluxo de Caixa Livre (FCL) de uma empresa.

De modo geral deve-se conhecer o case de negócio da empresa pra discernir se seria melhor usar o FCL, EBITDA ou o LPA.

Taxa de crescimento: esse é o grande calcanhar de Aquiles da formula determinar a taxa de crescimento dos lucros mais próxima da realidade é fundamental para o acerto no cálculo.

O período que utilizo é de no mínimo 10 anos então pego o crescimento dos últimos 10 anos e aplico como taxa de crescimento para os próximos 10 anos. Verifico se a tendência dos últimos 5 e 1 ano é de alta ou de baixa, se for de alta mantenho a taxa se for de baixa tento uma “média” dos 3 períodos para depois determinar a taxa de crescimento dos próximos 10 anos.

Também deve-se ter uma preocupação com a taxa final de crescimento que deve ser menor que a taxa inicial pois de modo geral os lucros das empresas tendem a se estabilizar depois de determinados anos de crescimento, afinal nenhuma empresa no mundo conseguiria crescer pra sempre. Nesse ponto eu coloco uma taxa bem mais conservadora para os próximos 10 anos seguintes ao período anterior com isso compreendo 20 anos de taxa de crescimento dos lucros.

Colocamos tudo isso junto para chegar na tão esperada margem de segurança. Uma vez que determinamos o valor justo e o preço da ação sempre temos basta diminuir um pelo outro para achar a margem de segurança da ação.

Uma armadilha muito comum para investidores de valor é comprar uma empresa que acredita ter um desconto mas não perceber que esse desconto do preço justo se deve a uma deterioração do seu case de negócio. Por isso é muito importante manter além de uma analise quantitativa aprimorar sua analise qualitativa que pra mim essa é a analise mais importante.

Na prática como avaliar ação

Vamos pegar um exemplo de estudo utilizando ações de uma empresa que tenho na carteira a GAP INC – GPS, pra facilitar vamos pegar o lucro por ação na analise, primeiro levantamos os dados:

Dados GPS
Indicador Valor
Preço atual $ 38,22
LPA 2015 $ 2,87
Cresc. LPA 5 anos 12,68 %
Cresc. LPA 10 anos 9,02 %
Taxa de desconto 11%
Tangible book $ 6,44

Eu gosto de utilizar a taxa de crescimento dos 5 anos nos primeiros 10 anos e depois utilizar a taxa de 10 nos últimos 10 anos, isso quando a empresa apresenta um crescimento maior nos últimos 5 anos do que nos últimos 10, se o case de negócio está se deteriorando utilizo o crescimento menor no primeiro período e depois dou mais um desconto na taxa para o período final. Com todos os dados em mãos basta colocarmos na calculadora e ele nos dará o valor justo calculado.

DCF para avaliar ação

Utilizando as informações que temos atualmente constatamos que a GAP Inc (GPS) está 43% abaixo do valor justo para a sua geração de lucro, hoje ela está cotada na bolsa a 38 dólares sendo que o justo deveria ser 67 dólares dando aí uma boa margem de segurança para o investidor que queira adquirir GPS.

Vamos fazer uma segunda analise de uma empresa brasileira no caso peguei o exemplo do ADR da Ultrapar Participações SA – UGP no caso da Ultrapar vou pegar o FCL dela pra termos uma ideia melhor de uma segunda opção de calculo, os dados são:

Dados UGP
Indicador Valor
Preço atual $ 21,91
FCL 2014 $ 0,92
Cresc. FCL 5 anos 14 %
Cresc. FCL 10 anos 8 %
Taxa de desconto 13 %
Tangible book $ 3,41

Colocando os dados teremos uma leve sobrevalorização das ações da Ultrapar. Tudo bem que são só 4% acima do valor justo, sinceramente eu até consideraria ela dentro do valor justo. A ideia de trazer o exemplo para visualizarmos as duas situações.

ultrapar dcf ao avaliar ação

Utilize o link a seguir para abrir a calculadora e avaliar ação com o fluxo de caixa descontado: link calculadora.

Como utilizo o método

No período que estou montando minha carteira de ações não me preocupo muito em comprar uma empresa acima ou abaixo do valor intrínseco, tanto que se pegar minha carteira de ações dos USA vai identificar diversas empresas que estão bem acima do valor justo, isso não me incomoda porque sei que para o pequeno investidor que realiza aportes mensais não faz diferença o valor de compra, além do fato que meu perfil de investimento é de buscar empresas excepcionais e com forte geração de caixa, não estou em busca de pechinchas.

Depois da carteira montada chega a hora de definir onde aportar, nesse momento é quando mais utilizo o DCF, faço meu aportes baseado no valor justo. Calculo a cada trimestre o DCF das empresas que tenho na carteira e vou aportando na que tiver o melhor preço justo.

Conclusão

O mais complexo na valuation de uma empresa utilizando o fluxo de caixa descontado é conseguir achar a taxa de crescimento futura correta, errar nessa hora vai te levar a uma avaliação incorreta. Existem alguns exercícios que podemos ir praticando que podem nos ajudar muito nossa experiência na precificação, mas isso é assunto para um próximo post.

Vale sempre lembrar que mais importante do que analisar o preço de uma ação é entender o case de negócio da empresa, nesse artigo deixo uma serie de dicas sobre como analisar melhor uma empresa. Espero que o artigo tenha lhe ajudado e se possível deixa um comentário com suas opniões são sempre muito importantes pra mim.

LINK CALCULADORA

Saiba mais informações sobre o DCF

Se você está chegando aqui pela primeira vez, saiba que temos uma revista educacional que explica como investir na bolsa americana, em cada edição falamos sobre um REIT e uma ação de empresa americana, além de trazermos um artigo premium. Na edição #4 da nossa revista falamos sobre o DCF, nessa edição trouxe informações que não divulguei aqui no blog, coisas bem pessoais explicando como eu utilizo o DCF nos meus investimentos, quais os parâmetros eu preencho em cada campo, entre outras coisas.

O material da revista é uma versão avançada do que oferecemos aqui no blog, tenho certeza que será de muito valia para seus estudos do mercado americano. Compre aqui a edição #4 ou veja aqui todas as nossas edições.

Um vídeo para complementar o assunto

Ex-Dividend Plus

Quer investir na bolsa americana e não sabe como identificar empresas fantásticas para colocar na sua carteira? O Ex-Dividend Plus é feito para lhe ajudar nos estudos de empresas na bolsa americana. Temos diversas carteiras já montadas de empresas pré-selecionadas, são empresas fantásticas para compôr o seu Dream Team de Stock e REIT.

Além das carteiras, trazemos o case de negócio de cada um dos ativos e mostrarmos a você na prática o que deve olhar e como procurar informações importante sobre as ações e REITs.

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90 COMMENTS

  1. Não discordo do DCF, pois é um ótimo método, concordo com a maioria do que falaste,

    mas achei mal argumentado falar que P/L é inútil simplesmente por estar embasado no passado,
    afinal de contas, muitos indicadores e análises iniciais de uma empresa nos baseamos no passado para
    colocarmos fé nela, ou não, para depois partirmos para outros detalhes….

    talvez você esteja argumentando sobre usar P/L sobre o último trimestre apenas, aí realmente é algo distorcido, porém o LPA médio de 1, 2 ou 3 anos de uma empresa mostra muita consistência, e até hoje
    (em pleno mercado de alta, 2019) ainda se conseguem ótimas empresas na casa dos 5x-20x [P/(LPA Médio)] , cito isso pra não dizer que “estou em 1910”, pra ver como certas coisas não mudam tanto, já que Graham citava no livro Inv. Inteligente no máximo 15x

    um indicador muito bom para ser usado, de forma automatizada e fácil por uma planilha de excel, paralelamente ao DCF ….

    • o P/L é justamente bom pra você ter uma boa métrica de quanto estava valendo a ação no passado, vc olha para a ação e ve o quanto era o P/L dela o não passado ou daqui a 10 anos, isso vai te dar uma boa noção se naquela época ela estava cara ou barata. agora para medir o presente não tem muita utilidade

      o raciocínio pra isso é simples

      vc compra uma ação por que o antigo dono recebeu X de lucro ou porque VOCE pretende receber Y de lucro com ela ?

      se vc compra porque ela pagou no passado X e vc não se importa com quanto ela vai pagar no futuro, então aí o P/L pode servir pra vc, porém a maioria dos investidores estão preocupados com o quanto irá receber e não o quanto foi recebido, veja bem o que aconteceu não pode ser descartado, ele pode ser usado de base para você, junto com outras informações, ter uma ideia do quanto irá receber de Y de lucro no futuro. Você compra hj um ativo porque espera receber Y no futuro e não porque fulano recebeu X no passado.

      por isso qualquer valuation que não considere projeções de ganhos futuros, estará falhando miseravelmente no principal objetivo, entender se o que a empresa vale hoje condiz com o que irá entregar no futuro.

  2. Fala, VDD. Tudo legal?
    Qual foi o método utilizado para calcular o LPA?
    Somou os 4T de todos os anos e fez uma média simples?

      • Poxa, não fica um pouco enviesado?
        Um trimestre mto positivo pode dar uma ideia diferente.

        Estou longe de ter mta experiência em DCF, mas o que eu pensei que faria sentido é uma média simples ou talvez ponderada (por conta de trimestres sensacionais ou o inverso). Todavia, não encontrei mta gente realizando esta prática. Imagino que tenha um motivo.

        Agradeço pelo seu tempo e atenção.

        • por isso eu digo que ele não dá pra ser usado em qualquer empresa

          O ideal seria pegarmos empresas que apresentam um crescimento constante nos resultados isso torna a empresa previsível nos crescimento de lucros.

          ‍vc deve estar confundindo a projeção de taxa de crescimento com o ultimo resultado, a projeção tem que usar em um propósito o valor q vc joga como sendo o ultimo resultado é pra outro, não pode é misturar as duas coisas senão não vai funcionar!

  3. Fala VDD, eu super concordo com você cara que a lógica de aportar no que tá mais para trás é uma lógica estranha, sempre pensei nisso. O que eu fiz aqui para mim, apesar de muito trabalhoso foi criar uma planilha com os meus ativos, e com as 3 metodologias de valuation(fcd/fcl, graham e ddm), o mais trabalhoso foi o fcl porque precisa pegar os balanços de 10 anos e ir montando a planilha, para achar o fluxo de caixa livre. Seu app é rapidinho porém tem bem menos informações, o que já gostei. Mas mesmo assim, algumas info ali do seu sisteminha ficam complicadas ai minha dúvida: como acho ali o FCL sem ter que fazer todo o trabalho de 10 anos? O LPA o EBITDA e o FCL são médias? Se sim de quantos anos? Ou são os últimos? Essa parte ficou meio obscura para mim. O tangible Book, posso sempre fazer pegando o Patrimônio Líquido atual ou também devo considerar uma média, como no caso do wacc? Ou simplesmente pego o último patrimônio líquido como desses sites como o fundamentus?

    Acho que ficou meio confuso, mas vamos lá

    Abraços e parabéns pelo excelente blog e conteúdos!!

    • ola QVdD

      o famoso atirar pra todos os lados, pra ver se acertamos em algum kkkkk mas pegar três valuation acho que vai mais te deixar em duvida do que confirmar os dados, até porque nenhum deles serve para validar o outro

      como eu disse isso depende um pouco do propósito do investidor por isso existe vários meios de se fazer o valuation da ação, se só um funcionasse então teríamos um único meio :) o importante é você entender o seu objetivo e tenta pegar um que se encaixa melhor as suas necessidades.

      vc não tem q fazer media para lançar na calculadora, a calculadora é o ultimo ano, vc precisa de ter uma noção dos anos anteriores pra ver como tem sido o desempenho da empresa nos últimos anos, claro que nada disso é garantia de que vai continuar naquela mesma tendencia, mas ti garanto que olhar o passado é a melhor forma de tentar entender o que pode vir no futuro.

      eu fiz uma revista só sobre DCF, acho que foi essa 4, está no XD como #1 agora, não sei se é assinante, mas lá eu coloco como eu utilizo o DCF na real, isso aqui no publico é só um ensaio, só uma casquinha, lá na revista eu mostro os parâmetros que eu utilizo.

      • Fala VDD, então acho que me expressei mal. Utilizei os três métodos, porém não uso os três para todos os papéis, mesmo porque como você contextualizou não vai servir, ddm só serve para empresas que tem dividendos crescentes e constantes ao longo do tempo, fcd outro tipo de empresa, então tento usar o método que mais consigo ter o feeling da necessidade. Empresa que não paga dividendo nem olho para o ddm e por ai vai. Então na prática estou tentando dar o tiro certo, entretanto sei que existem margens de erros e acertos para ambos os lados.

        Então, vamos aos problemas: Eu faço o dcf de 10 anos, se fosse somente do último ano seria bem mais rápido, mas sei que o passado é muito importante para prever o “futuro”, então comecei a adaptar o meu método junto com sua calculadora, mas tá me gerando mais trabalho to perdendo muito tempo na análise, não que isso seja ruim, mas preciso automatizar. Me dê uma ajuda para eu conseguir usar a calculadora, por exemplo: Tudo da calculadora é o ultimo ano, mas com um viés de que eu observei os balanços anteriores. Algumas informações da calculadora eu preciso calcular mesmo, por exemplo a taxa de desconto é o wacc(custo de capital) não é? No meu método eu calculo o wacc tb. Como você consegue pegar esses dados todos sem ir para os balanços para o cálculo?

        Sobre a revista, to com muito interesse nelas, porém percebi que você fechou as vendas separadas. Eu não invisto no mercado americano então só queria as revistas mesmo. Existe a possibilidade de você colocar as revista num oferta relâmpago ai, refazer o preço para o evento e tal?

        Abraços e novamente obrigado pelos excelentes conteúdos, tenho lido muita coisa já já leio o blog todo.

        • ah tah, eu havia entendido errado, agora ficou mais claro, sim a estratégia é essa mesmo, pegar aquele método que se encaixa melhor com o tipo de ativo.

          na calculadora vc joga o ultimo anualizado (veja que é diferente de ultimo ano) ou seja se vc tá no 3t19 vai pegar quatro tri pra traz, mas isso não é difícil de fazer. o panorama histórico eu utilizo para poder ter uma noção de pra onde a empresa está indo, veja a taxa de crescimento dela nesse período isso vai lhe ajudar a montar a projeção de crescimento, mas esse dado histórico não vai pra calculadora, entendeu?

          infelizmente não tem mais as revistas o material está todo no XD, quem assina passa a ter direito dos novos e dos materiais passados, agora realmente se seu foco não é mercado americano acho que ele não se encaixaria para vc no momento. agora usar dcf e ddm em empresa br não vai funcionar, as empresas não tem raias de crescimentos constantes por muito tempo por aki

          no mais sucesso nos investimentos !

          • Opa VDD, então é isso mesmo, foi assim que pensei em relação a calculadora. O único ponto que não entendi de sua resposta foi: “mas esse dado histórico não vai pra calculadora, entendeu?” Você coloca lá a expectativa de crescimento, aquele valor você toma por base os 10 anos de análise? ou é algo meio que por feeling ou uma mistura do todo? Na minha planilha de DCF eu tenho um cálculo que me mostra a taxa de crescimento, com ela posso usar tanto na minha planilha como na sua calculadora, mas sempre tento ser o mais conservador possível porque sei que a margem de erro é muito grande nessas empresas daqui e no processo em si como um todo.

            Tenho percebido que as metodologias são melhores aproveitadas em mercados diferentes do que o nosso aqui br, realmente os cases aqui são complicados de estimar/mensurar. Tento fazer o que dá, porque temos que ter uma forma de escolher e de realizar os aportes, não dá para ir pelo mais pra trás…rsrsrsrs

            Se eu resolver começar a pensar no mercado americano, pode ter certeza que assinarei esse pacote ai.

            Vlw

          • é por isso q eu falei no artigo que DCF não funciona no brasil, pq pra ele funcionar vc precisa ter um mínimo de previsibilidade, quando vc pega empresas americanas que cresceram dividendos por 50 anos vc ve vários anos com a empresa mantendo taxas de crescimento robusto coisa q no brasil a empresa parece uma montanha russa, sobe 2 ano cai 4 depois sobe mais 1 e por ai vai

            mas vc pode ir praticando isso nesse site, é uma ferramenta q pode te ajudar a melhorar sua acurácia

    • tem uma revista no XD que eu explico esse método em mais detalhes, se vc é assinante lá consulte as duas ultimas revistas, é uma delas.

  4. Artigo muito top fiquei em dúvida nesses pontos.

    Na Taxa de crescimento para os próximos é as minhas perspectivas de crescimento para os próximos 10 anos.

    E na Taxa final de crescimento para os últimos 10 anos é taxa de crescimento anual dos últimos 10 anos.

    E por final no Tangible Book posso usar o VPA?

    • ola R

      a taxa de crescimento dos primeiros 10 anos é a perspectiva que vc faz de como ela vai crescer nesses primeiros 10 anos e a outra dos últimos 10 é o quanto a empresa vai crescer depois desses 10 anos iniciais, também é uma perspectiva sua

      porque fazemos isso ?

      bom geralmente uma empresa não vai crescer com a mesma taxa até o infinito, então as vezes ela costuma ter uma taxa de crescimento bem maior no inicio e depois na parte final essa taxa tende a cair um pouco, caso ela não se reinvente como vemos em diversas empresas fazendo, mas enfim trabalhando num pior cenário, é por isso que é importante trabalhar com duas series de taxa de crescimento na hora de fazer o DCF

  5. Viver de Dividendos, boa noite.

    Eu já fiz uma analise de algumas empresas qe quero investir.

    Atualmente estou com 4 mil dolares para investir.

    Minha pergunta: pego esses 4 mil e divido entre 4 empresas (1000 para cada) ? Depois disso eu poderia investir novamente daqui uns 3 meses.
    Ou seria melhor eu fazer 100 dolares por mes em cada empresa, para nao colocar grandes somas de uma só vez.

    • acho que 3 meses não teria tanto problema então acho que daria pra vc comprar tudo de uma vez se quiser

      o lance quando eu falo é aquele cara que vai investir hoje e depois só deus sabe quando kkkkkk

  6. bom dia viver! como vai ? faz tempo que não nos falamos. Estou estudando a calculadora, como se define a taxa de desconto ? ela varia de setor para setor ? como identificar e colocar uma taxa de desconto “pé no chão” para a analise ??
    Abraços,

  7. Olá VdD, tudo bom? Conheci seu Canal do Youtube e blog há alguns meses e estou gostando muito dos conteúdos. Parabéns mesmo pela iniciativa e pela disposição em transmitir conhecimento.
    Sobre o DCF, poderia me ajudar em duas questões?
    a) o valor do Tangible book é o valor patrimonial menos os ativos intangíveis (marcas, patentes, etc), sim? Onde eu encontro o valor que as empresas lançam como valores dos patrimônios intangíveis? Qual o nome que geralmente consta nos balanços? Ou ainda se tem algum lugar onde consta esse dado?
    b) sobre a taxa de crescimento, vce pega a média do crescimento do lucros líquidos dos últimos 10 anos?

    • ola FMPJ

      eu falo mais a fundo do DCF no XD+ os assinantes lá tiveram uma verdadeira aula sobre o método e eu abri como eu faço na real para utilizado, veja sobre o xd aqui: http://labs.viverdedividendos.org/introduction.aspx

      isso q vc está vendo aqui é só uma ponta do iceberg

      sobre TB vc pega no msn money tem essa info lá que eu me lembro na época, mas no artigo do xd eu explico como e onde aplicar isso.

  8. @dividendos entendi seu ponto de vista com sua técnica de novos aportes nas empresas da carteira, aliás abriu minha cabeça apda uma coisa que não tinha pensando ainda.

    Mas, de todo modo, usar o método de aplicar na empresa que está mais para trás não é de todo mal, pois, se a empresa continuou crescendo o lucro é a cotação caiu você acaba comprando ela mais “barata” que a primeira vez.

    Não é beneficiar a “má empresa”, pois pelo B&H tem-se o pensamento que todas as empresas na empresa são boas. O seu pensamento seria mais adequado no exemplo de fundos, onde fundo A rende 10% e fundo B 5% ou – 5%, eu aportando em fundo B, estaria beneficiando um mal gestor. Então repetindo o que disse no primeiro parágrafo, ao usar o método de aportar na empresa que caiu a cotação e manteve a alta no lucro (ou fundamentos como um todo) eu vou estar comprando algo mais barato do que a primeira vez.

    Esse método requer muito menos trabalho do que o DCF apresentado por você, com isso, é plausível, e até compreensivo, que ele possa ter um menor (não sei se tem algum estudo comparando retorno de DCF vs queda na cotação).

    Como você disse, em alguma postagem do blog, no fim das contas, a abordagem qualitativa (fundamentos) são mais importantes.

    Obrigado pelo post, que descobri pelo youtube, irei em busca dos indicadores que você trouxe aqui e de algum estudo comprarando a abordagem. Estou disposto em ter esse trabalho a mais para ter um retorno maior e um aporte mais racional.

    • tem um artigo no XD onde eu falo sobre isso, isso aqui é só um exemplo bem ralo da coisa, lá tem as informações mais aprofundadas e eu explico como eu realmente utilizo, tem alguns detalhes importantes que só estão la

      não faz sentido o seu argumento, porque grande parte das vezes (não quero dizer sempre) a empresa cai a cotação porque ou teve um resultado abaixo da expectativa, talvez cresceu mas não como antes, ou realmente tem algum problema nela ou no setor que vai acabar afetando

      sao raríssimos os casos que a empresa realmente teve um resultado fantástico mas não cresceu cotação e acabou caindo, na grande maioria das vezes ela vai cair porque foi um mau aluno, então não use essa estratégia de aportar na que caiu mais porque estará comprando sempre os piores alunas

      sabe como vc faz pra saber se a empresa caiu a cotação mas os resultados continuam bons, fazendo do DCF

  9. Boa noite VdD,Eu assistir seu vídeo a respeito da reaplicação dos aporte achei bastante interessante porem ficou algumas duvidas e gostaria de saber se vc pode me ajudar ,primeiro gostaria de saber onde eu pegaria os dados tipo por exemplo se quiser fazer o fluxo de caixa descontado baseado no preço dobre lucro onde eu pegaria por exemplo a taxa de crescimento dos ultimos 5 anos isso para empresas brasileiras.outra coisa como eu definiria qual o indicador usar dependendo da empresa a ser analisada se fcl,lpa,ebitida.etc…teria algum critério para escolher o indicador?

    • olá RPC

      fizemos um artigo no XD que explica a fundo o DCF, lá eu mostro na real como eu utilizo ele e lá tem uma baita variação porque depende do tipo de empresa, tem um artigo que fiz lá que explica bem isso dá uma conferida lá se vc for assinante, veja Aki

      não sei se o DCF encaixa bem nas empresas brasileiras, elas sao muito imprevisíveis, entenda que vc precisa ter uma previsibilidade no crescimento da empresa, tem uma ferramenta que pode lhe ajudar bastante fica aqui na coluna lateral do blog e chama-se estimize, leia aqui… aí vc pode usar ele pra praticar o que é mais difícil no DCF

  10. Olá Vdd.
    Primeiramente parabéns pelo seu blog. Ele está sendo muito útil.
    Estou escrevendo porque parece que a sua calculadora DCF está minerando criptomoeda no javascript. Se foi vc quem implementou, sem problema. Melhor informar ao usuário.
    Caso contrário, dê uma olhada no código.
    Um abraço.

    • olá OFJ

      Valeu pelo comentário, dei uma olhada e não encontrei nada no código que estivesse indicando mineração. Até porque o JS da pagina é só umas mascaras e o calculo que ta até no próprio corpo do html

      mas me diz ai qual foi o arquivo que vc identificou como minerando ? eu não coloco esse tipo de coisa nem nessas paginas nem no blog, se entrou é indevido, agora muito comum a maquina do usuário estar infectada com algum minerador e talvez vc possa estar achando que seja a pagina, tentou verificar se não é o seu pc com algum malware ?

      qualquer coisa se poder me passar mais detalhes, pode ser até por email do blog se preferir

      • Olá Vdd.
        Desculpe a demora em responder e o off-topic. Estou usando este canal porque não achei o email do blog. Salvo engano o script de mineração está sendo carregado junto com o script do contador de página da calculadora (link https://contador.s12.com.br). Abra a página e observe a CPU do seu computador no monitor de recursos do Windows. Um abraço.

        • olá OFJ

          minha maquina não está consumindo CPU nem com o site q vc citou nem com o blog aberto

          no caso acima estava com os 2 e umas 20 abas abertas simultaneamente, veja que o consumo do safari está em 5% e ficou assim por um longo tempo, teve vez que até sumiu dos top5 ali do monitorador

          também rodei um site pra checar se o blog está minerando e também não acusou nada

          pelo fato de vc estar usando windows tem enormes chances de ser o seu micro infectado com algum vírus que esteja minerando em background e vc está achando que é outros sites, tente verificar essa possibilidade

          me retorne se tiver novidades.

          • Olá VDD,

            Infelizmente o amigo acima tem razão, tem um script de mineração na página, no meu notebook quando eu abri a página da calculadora, uns 10 segundos depois o meu CPU disparou e os coolers ligaram, fui olhar o código da página, a página esta carregando um script no dominio “coinhive.com”.

            Instalei a extensão “MinerBlock” para o Chrome e ela detectou e bloqueou.. mas para garantir eu também bani o domino coinhive.com direto no roteador.

            Acontece somente na página da calculadora, não nas páginas do seu blog.

            Deve ser algo que esse contador da página esta carregando, como o rapaz disse, vlw!!

          • vc assim como ele deve estar infectado com algum vírus no seu micro, porque 1 no meu mac não acontece sobrecarga de CPU fiquei com a pagina aberta por um tempão e nada

            rodei num site que verifica mineração e também nada. veja abaixo

            leva a crer que o problema é no micro de vcs, verifique pois deve estar infectado, tente acessar por um linux ou mac e veja que não vai acontecer isso q vc alega

        • também cheguei a instalar uns plugins no firefox e Chrome e nenhum deles acusou mineração no meu site.

  11. Fala VD primeiramente parabéns pelo blog, excelente.

    Com relação ao cálculo do valor justo dá ação, o método serve para fundos imobiliários também?

    • olá DQ

      não, fundos utiliza-se outros parâmetros, vou falar sobre isso no express no ano que vem.

      esse semana lançamos uma carta nova lá e nessa carta coloquei a parte falando do valuation das acoes, esse artigo é básico, para pegar informações mais condensadas só no express

  12. Boa Tarde VDD !

    1. Em relação ao uso do DCF, ele pode ser utilizado também como método de aportes de empresas listadas na bolsa de valores ou apenas nas empresas americanas (NYSE) ?

    2. Onde eu consigo as informações das empresas (Dif %, Dif $, F10 %, L10 %, Tangible, Tx Desc, LPA, DPA ?) conforme a sua planilha demonstrada no vídeo?

    3. Pelo o que eu tendi, você decide se irá realizar um aporte em determinada empresa após utilizar o DCF e fazer uma comparação com o preço atual de cada ação da determinada empresa. Se o preço da empresa for menor que o DCF você não realiza mais nenhum investimento na mesa, se o preço de cada ação daquela empresa for igual ou maior ao DCF, você realizará um aporte naquela empresa, independente do peso que ela tem na sua carteira. Está certa a minha análise ?

    Abraços…

    • olá AF

      1 – o ideal é que a empresa tenha uma previsibilidade de lucro, isso é o mais importante, pois essa previsibilidade que vai lhe fazer chegar mais próximo do valor justo dela.

      2 – la na plataforma tem isso tudo https://plataforma.penserico.com sobre empresas americanas por hora tera que pegar no MS

      3 – é o contrario, se o preço atual está menor do que o DCF significa que ela está “barata” em comparação com seus resultados e perspectivas futuras. E eu considero o peso também, as vezes a empresa está passando por um momento bear na bolsa e a cotação vai caindo por um longo tempo e mesmo ela apresentando bons resultados, aí evito de ficar muito exposto, nesse caso vc precisa usar o bom senso e comprar a posição dela com o resto da carteira e o quanto de risco está disposta a correr.

      • Obrigado pelos esclarecimentos VDD!. Desculpa a ignorância, mas o que significa o MS ? Seria a parte PREMIUM dos Relatórios ?

        • MS = MorningStar

          cara aqui não tem ignorância, independente da sua duvida por mais boba q vc acha que seja pode ajudar outros leitores, então pode perguntar sem medo ;)

  13. Olá parabéns pelo Artigo. eu queria entender onde que entra a variável Tangible Book na fórmula. Aparentemente a formula necessita do CF e do R, fluxo de caixa e da taxa de desconto, porem tem mais uma variável que é a Tangible Book, como que seria a formula completa usando todas essas variáveis?

  14. Viver de Dividendos, vc teria ou poderia disponibilizar essa planilha pra que eu possa ir montando a carteira e depois validar na calvuladora, assim como vc fez no vídeo ? finalmente encontrei o que estava há muito tempo sobre investimentos !!! Parabéns pelo seu Blog !! sinceramente será o meu guia para investir em açoes nos EUA e no Brasil.vc é o cara Parabéns !!

    • olá VWSO

      sua msg caiu no spam

      eu jogo os dados na calculadora e depois passo pra planilha ela é só uma casca não tem nada

    • Sim, vou mostrar como fazer em REIT na edição 7 da revista, dai eh mais fácil de vc assimilar com o fii

    • Depende muito da empresa, de modo geral entre 5 a 10 anos

      Montei uma artigo complementar a esse método que será lançado nessa próxima revista la explico melhor sobre isso

  15. Olá VD, não consegui entender quando vc escolhe o LPA, Ebitda e fluxo caixa. Quais os valores que vc coloca na fórmula caso tenha um prejuízo nos últimos 5 anos no LPA. Entendi os valores que vc coloca quando tem lucro nos últimos 5 anos.
    Obrigado
    Flavio

    • Flàvio

      Vc só pode usar isso se a empresa tiver crescimento constante se o cara teve prejuízo vc nem perde tempo analisando.

      Ter lucro é o princípio básico, se a administração não conseguiu fazer o mais fácil e aí não imposta o motivo vc nem pode colocar isso na sua carteira

  16. Olá Investidor que quer jogar um jogo,
    Li alguns métodos de precificação e estou tentando usar o seu, contudo ta dificil de aplicar nos ativos que tenho.
    Se puder me ajudar, pode tentar usar esse método e ver o preço justo com a AALR3?
    Obrigado

    • Tem algumas empresas que não se encaixa mesmo.

      Geralmente são empresas sem padrão de crescimento, por natureza esse tipo de empresa já não me agrada pro longo prazo.

  17. Comecei estudando com o Bastter, no qual realmente é o melhor site para começar. Mas aos poucos fui sentindo falta de informações com mais lógica, como voce mesmo mencionou. Não me sinto confortável para aportar $ em empresa que vai ficando para trás… não tem lógica!!

    O DCF não se aplica para as empresas no Brasil, correto? Não existem padrões claros de empresas que distribuem dividendos e outras de crescimento, elas se alternam. Sei que parou de investir em empresas nacionais, mas seria SENSACIONAL se fizesse um vídeo sobre aportes para empresas tupiniquins!!

    Sua didática é excelente, não preciso ficar voltando o vídeo pra entender!! hahaa

    • Valeu Bruno

      Então o DCF tem um problema, pra usá-lo a empresa precisa ter uma certa previsibilidade de crescimento. Coisa que algumas empresas não possuem, tanto aí no Br quanto nos Usa. Não vejo outro solução nesse caso, não algo tão simples quanto o DCF

      Se a empresa é muito volátil talvez seja interessante repensar, eu por exemplo não coloco empresas de commodities na carteira por serem muito cíclicas

  18. Olá, VdD.
    Utilizando a equação de Graham revisada (http://www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/equacaoGrahan.htm) e o método DCF, encontrei valores muito diferentes para uma empresa que estou avaliando. Pela equação de Grahan, ela estaria sobrevalorizada (valor muito baixo e que considero pouco provável alcançar), enquanto pelo DCF, subavaliada (margem de 5%, que considero mais próximo da realidade).
    Considerando que ambos os métodos têm suas limitações, como você decidiria?
    A companhia que possui fundamentos muito bons, dívida controlada e lucros consistentes e crescentes há 7 anos.

    • Olá Rofel

      eu nao compro empresa avaliando o DCF ele é utilizado mais para poder fazer os aportes, jogo os dados ali na calculadora e vou verificar qual a que está mais barata para comprar naquele mês, quanto a compra eu não vejo que uma empresa ter x ou y% acima do valor justo vai lhe afetar positiva ou negativamente na busca da IF

      dá uma lida aqui

      quanto aos métodos, nao existe método perfeito, alguns se encaixam em determinadas empresas outros não, para utilizar o DCF a empresa precisa de ter uma taxa de crescimento constante ou previsível, se for muito cíclica vai falhar miseravelmente a analise.

  19. Bom dia Viver de Dividendos, eu entrei no site do msn Money e não encontrei o tangible book, mas depois entrei no Yahoo financials e encontrei lá.

  20. Olá Viver de Dividendos! Estou com uma dúvida, o tangible book que você usa para o cálculo do preço justo pelo DCF, você o tira da onde no site da mornigstar? Seria o Book Value per share? Ou seria um calculo que você mesmo faz utilizando vários parâmetros? Você poderia me explicar como obter o valor no site do morningstar? Obrigada

  21. Valeu, vou tentar fazer isso com as minhas. Eu começei a fazer o Método Sempre do Paulo Portinho, mas me empaquei bem na hora de pegar as informações também.

  22. Olá, já estou seguindo seu blog já faz um tempo. Você não conseguiria mostrar como recuperar as informações da empresa, hoje a única fonte que utilizo é o site Fundamentus, não sei como calcular o Tangible Book com as informações que tenho, taxa de crescimento menos ainda. Seria legal você mostrar um exemplo real de uma empresa nacional, não utilizando ADR, e como você fez para recuperar a informações.

    • Olá Aldo

      eu também estou em busca disso

      infelizmente não temos um site com a quantidade e qualidade de informações que o morning star oferece, quando tem ADR da pra consultar por ele tranquilo, o problema é quando é uma empresa pequena e não tem listagem na bolsa de NYSE, como um caso que tenho na carteira a Grazziotin.

      Nesses casos o que eu faço é calcular na mão mesmo, agora se você tiver muitas empresas desse tipo na carteira acaba dando muito trabalho, mas depois que você monta uma planilha com os dados das empresas é só ir atualizando ao longo do tempo quando for saindo os balanços.

      O fundamentus não mostra os dados históricos, só mostra o ultimo balanço, uma alternativa seria você olha no site da penserico (plataforma.penserico.com) ele tem alguns dados lá, não é muita coisa mas tem mais informação que no fundamentus.

      • @viver eu entendi errado ou o tangible book pode ser patrimônio líquido/quantidade de ações circulante? E que no caso você preferiria excluir o goodwill.

        Se for isso mesmo, seria uma saída usar somente a fórmula que falei no início já que não temos essa informação -goodwill nos sites brasileiros?

        • acho que os balanços vem sim, vc tem lá o patrimônio intangível é só tirar ele da conta, ou em algumas empresas vc pode não colocar essa info, eu particularmente não coloco em todas, faz parte da avaliação da empresa, mas para empresa chegar no ponto de vender o patrimônio o mercado já queimou a cotação inteira, mas é algo a se considerar caso a caso, tem empresa que tem patrimônio gigantes ai vale a pena considerar tem outras que não tem tanto patrimônio aí vai te dar mais trabalho que qualquer outra coisa.

  23. Sua planilha não aceita taxas de crescimento negativos?
    Fui calcular o valor justo da Eternit e esta teve taxa de crescimento negativo nos últimos 5 anos do seu Lucro Líquido. Aí não consegui colocar o sinal de negativo

    A taxa de crescimento se refere ao Lucro Líquido ou ao LPA, quando for usado o LPA atual?

    Valeu

    • Olá Erick

      o modelo tem limitações, não funciona em empresas cíclicas, ou empresas que tenham variações muito grandes na taxa de crescimento, como eu disse no artigo tem que ficar atento pra identificar quando a empresa está desacelerando o crescimento de quando está se deteriorando, o método não consegue trabalhar com empresas nesses cenários de deterioração dos resultados.

      se for utilizar o lucro liquido utilize a taxa de crescimento do LPA pois aí considera-se eventos no numero de ações, possíveis diluições dos acionistas ou recompras.

  24. Viver de Dividendos

    É muito bom ouvir opiniões diferentes da nossa para podermos abrir a nossa mente para novas possibilidades.

    O seu exemplo foi muito bom.

    Dividend Yield, obrigado também pelos seus comentários.

    Abs

  25. CWHit eu ainda tenho uma visão parecida com a sua. Estou tentado estudar precificação , valuation , mas ainda n consegui absorver ou comprovar a eficiência desses método.
    Uma das coisas que observei é que TEM QUE SER empresas com diferencial competitivo. Empresas cíclicas n podem entrar nesses métodos. Se vc pegar mineradoras , siderúrgicas e outras como Randon, POMO o método sempre terá distorções. Mas empresas como Abev , Ugpa , Wege e alguma outras, esses métodos são quase eficientes.

  26. Ótimo post Viver de Dividendos

    Eu particularmente não uso o Fluxo de caixa descontado exatamente pelo que vc falou. Para quem está de fora é impossível estimar a taxa de crescimento futuro da empresa de forma precisa. Isso fica bem claro nas mais variadas estimativas dadas pelas diversas corretoras sobre preço justo/alvo das empresas. Cada um dá um palpite e é espantoso como erram em suas previsões.

    Acho bem interessante o que o Peter Lynch diz sobre uma ação estar devidamente precificada, quando o P/L é igual ao crescimento médio do lucro liquido. Ou de forma mais completa tx crescimento médio do lucro liquido de longo prazo (5 ou 10 anos) + tx retorno dividendos , divida esse valor pelo P/L. Menos que 1 ruim, 1,5 bom número e excelente superior a 2.

    Agora para escolher em qual empresa da carteira aportar, vc não acha o método simplificado de aportar na empresa que estiver mais longo do percentual objetivo uma forma bem interessante? Supondo que todas as empresas da carteira apresentam bons fundamentos e que inicialmente todos tenham o mesmo percentual, o que estiver mais longo do objetivo é o que apresentou uma queda na cotação ou subiu menos em relação aos demais, assim estaremos comprando aquele mais “descontado”.

    Abs

    • olá cwhitesox

      Apesar da dificuldade em determinar a taxa de crescimento eu ainda prefiro o DCF ao PEG, mas nada impede de se usar os dois e ter duas visões, a questão da taxa ainda pode ser algo a ser trabalhado tem uns sites que podemos praticar um pouco essa experiência em mensurar taxas de crescimento futuros, mas vou falar sobre isso em outro post.

      A questão dos aportes é que nem sempre o mercado é eficiente pra precificar de acordo com os resultados, como investidores de B&Y nosso foco tem que ser sempre nos fundamentos e se não tivermos uma marcação nesses dados acabamos indo a bel prazer das flutuações das cotações. Ficou meio complexo mais vou te mostrar um cenário com exemplo pratico de como aportar pelo que está mais atras no percentual nem sempre pode ser a melhor opção.

      Digamos que temos 2 empresas na carteira e no Ano 1 tinhamos o cenário

      Empresa A – valor justo pelo DCF 10 – cotação 5 – margem de segurança 50%
      Empresa B – valor justo pelo DCF 10 – cotação 5 – margem de segurança 50%

      No ano 2 a empresa A performou melhor que a B mas o mercado por algum motivo não acompanhou, talvez exista alguma especulação maior na empresa B enfim o cenário mudou para o seguinte

      Empresa A – valor justo DCF 15 – cotação 7 – margem de segurança 114%
      Empresa B – valor justo DCF 11 – cotação 6 – margem de segurança 83%

      No cenário acima seria melhor o investidor comprar mais empresa A mesmo ela tendo subido mais, pois assim ele estaria comprando uma empresa que vale 15 reais por 7 e não uma empresa que vale 11 por 6.

      Um investidor que compra pela que está mais atras compraria a empresa B e iria perder a oportunidade de comprar a empresa A por um preço bem menor.

      A estratégia que vc citou, que por sinal é a mais utilizada por todo mundo, é ideal para o investidor que tem poucas empresas na carteira e que o giro de aportes dele é muito curto a ponto de aportar novamente sem que tenha mudança nos fundamentos da empresa (sem q tenha saído balanço) nesse caso aí vai pelo que tiver o menor preço.

      • Verdade e na hora do aporte você estuda novamente a empresa. Vê se as condições da compra e o setor o qual a empresa atua continuam bons.
        Poderia ter comprado uma construtora que estava bem abaixo do meu percentual definido, mas encerrei posição nela porque reavaliei a crise do setor.

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